Sesau e Funasa formam agentes indígenas de saúde em Roraima

 

Foto: Arquivo

BOA VISTA – Para proporcionar mais qualidade de saúde aos moradores das comunidades indígenas de Roraima, a Escola Técnica de Saúde do Sistema Único de Saúde (ETSUS) e a Fundação Nacional de Saúde (Funasa) firmaram uma parceria. Com isso, os indígenas participam do curso de formação básica de Agente Indígena de Saúde (AIS).

Dividido em seis módulos, o primeiro iniciou em maio e se estende até final deste ano em várias comunidades. Ainda este ano serão formadas novas turmas nos Pólos Bases de Toototobi, Xitei e Maloca Papium. Em todo o estado, Funasa e a Secretaria Estadual de Saúde (Sesau) formaram 370 novos Agentes Indígenas de Saúde (AIS).

Para a formação dos novos agentes de saúde, os cursos foram divididos nos Distritos Leste e Yanomami. Este mês, a turma formada no Distrito Leste, isto é, das etnias macuxi, wai-wai e wapixana e a do Distrito Yanomami do Pólo Base Auaris e Pium finalizaram a primeira fase do curso com 180h de aulas.  Já a turma de Surucucu termina o primeiro módulo no início de novembro.

A coordenadora dos cursos indígenas da ETSUS, Cleres Alvarenga, explicou que existem algumas dificuldades que os instrutores enfrentam, principalmente no Distrito Yanomami, como problemas de comunicação. Isso porque os indígenas da região dificilmente falam o idioma português e muitas vezes não sabem escrever na própria língua. Por isso, os enfermeiros ministram as aulas com ajuda de um tradutor.

Com mais agentes comunitários de saúde nas comunidades haverá uma melhoria em relação à saúde dos indígenas. Os agentes estarão preparados para trabalhar na prevenção de doenças que podem ser evitadas com alguns cuidados básicos, como os de higiene. “O papel dos agentes é atuar na prevenção e isso ocorre durante as visitas domiciliares”, afirma.

Além de fazer um levantamento sobre a situação das famílias visitadas, os novos agentes atuarão nos postos de saúde e na realização de palestras para a população indígena. Eles serão responsáveis ainda, em alertar aos moradores sobre medidas básicas de higiene que podem ser tomadas para evitar doenças mais graves.

CURSO

O conteúdo inicial tem 120 horas de aulas teóricas e 60h, de prática. Devido à peculiaridade nos Distritos Sanitários (acesso, disponibilidade de técnicos, adequação de material para a língua materna), o curso não tem data para encerrar.

O curso é composto por seis módulos, com uma carga horária de 1.080h. Assim, 720h são de aulas teóricas e 360h de prática, todas realizadas nas comunidades indígenas. As aulas são ministradas por enfermeiros da Funasa que recebem o apoio pedagógico de técnicos da ETSUS.

Fonte: Portal Amazônia

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