Entrevista com a Dj Estrela. Conheça um pouco sobre ela

Estrela é apaixonada por toda vibe envolvida na noite, tão apaixonada que não tinha como dar em outra: djing, djing. Ela já passou por quase todos os setores de um club: bar, portaria, divulgação e – é claro – a cabine do DJ, primeiramente na função de LJ – quando a energia da
pista a engoliu de vez!

No final de 2003, a proprietária de um famoso e disputado bar da cena MIX curitibana notou essa facilidade em desenvolver a emoção na pista e ainda lidar com o grande público da casa,então sugeriu que ela aprendesse logo a arte da mixagem e passasse a comandar o warm
up da pista. Sua então primeira residência, que durou pouco mais de um ano. Durante este período a DJ pôde se identificar, interagir, absorver e entender o público, a vibe e toda sintonia
que rola entre o DJ e a galera.

No começo de sua carreira o house tribal era o estilo marcante, com batidas compassadas, muito groove e vocal. Ao passar do tempo e, sempre interagindo com todos os meios (característica síntese dessa artista multifacetada), acabou por sofrer influências do minimal,
progressive house, tech house, indie rock/NU disco, funk, trance, breakbeat e até um pouco de psy – uma vez que uma das características de seu set é a batida bem marcada, compassada
e grooveada do bass. Groove que faz o coração bater, que faz a noite acontecer. Com sociabilidade de estilos, seu público também se tornou maleável, hoje sendo bem quista em diversas cenas da e-music. Do main stage ao underground – que ela adora.

Inovar com o que há de mais atual e ousar com o que há de marcante é o traço fiel do estilo da Estrela que não pára quieta depois que dá o start no seu set, e que não obedece nenhuma
regra. É um concerto que pode começar com pop electro e terminar com ambient house ou minimal tech.

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Artista de gêneros e cores, desenvolve trabalho paralelo na área de moda e sabe que, moda e música caminham em perfeita sintonia. ”Moda identifica tribos, estabelece afinidades de cara”.
Diz.

Idealizadora do projeto FABULOSA – marco na cena mix Curitiba, Estrela ainda foi responsável pelos domingos eletrônicos pra lá de badalados no JPL Café, conhecido como “Electro Aux Dimanches”. Uma pitada de finésse na noite curitibana. E ainda o recente Meet Me At Fridays –que marcou como seu grande projeto 2009.

Este ano a artista completa seis anos de carreira, e acaba de ingressar no núcleo FRIENDS AFTER – grupo responsável por disputadas festas open air na cena atual curitibana.

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Entrevista

1- (CP) De onde surgiu o desejo de ser Disc Jokey e como foi que você iniciou nas Pick
up´s?

Nunca tive o gosto parecido com o das minhas amigas, enquanto elas ouviam Ivete Sangalo, eu gostava de Sinead O´connor, Simon & Garfunkel etc. Mudei pra Curitiba no final de 2000, começo 2001. Sempre gostei de balada, musica eletrônica, eu so não tinha acesso porque morava aqui em Boa Vista, quando
cheguei lá um pouco tempo depois comecei a trabalhar num bar que era super conhecido e bem frequentado, fui conhecendo muita gente e uma dia a dona de lá chegou com um flyer com meu nome e dizendo que eu ia abrir pra um outro
dj convidado. Foi assim !

2- (CP) Qual a linha que você segue dentro da Música eletrônica e porque prefere esse estilo?

Toco electro. Gosto deste estilo porque basicamente funde dois tipos de musicas que amo: eletrônica e rock. Ainda gosto de passear por vertentes do house como electro house, tech house e minimal house.

3- (CP) Como você analisa a cena da música eletrônica na Região Norte e em Especial na Cidade de Boa Vista?
Mercado em crescente. Em estados como PA e AM ta mais adiantado, já eh comum eles receberem djs nacionalmente conhecidos. Aqui em BV as coisas aindas estao no começo mas como tem muita gente de fora eu ponho super fé que as coisas vão melhorar. Está para abrir uma casa noturna nova aqui que promete melhorar e muito a cena local. Eh so esperar !

4- (CP) Qual a maior dificuldade em ser DJ aqui em Boa Vista? já que a internet é fundamental hoje em dia para fazer downloads de músicas que bombam nas principais pistas e até mesmo para socializar seus remixes.

Super chato esse lance de internet para poucos aqui em BV. Infelizmente na minha casa não tem ponto disponível, tenho que usar modem móvel, que eh uma piada, além de ser caríssimo. Eu tinha internet de 10MB la em Curitiba e pagava super barato. Nunca tocava as mesmas músicas, a cada nova apresentação, um novo set. Por isso que eu ateh entendo os djs daqui que passam o ano todo tocando as mesmas músicas de 3 verões atrás.

5- (CP) Quem são suas principais influências e quem você considera atualmente o melhor DJ do mundo?

Eu não acho que o melhor dj do mundo eh aquele que eh mais conhecido e que mais toca, se esse fosse o critério certamente seria o David Guetta atualmente o melhor, como acho o som dele extremamente comercial, prefiro pensar que os melhores são aqueles que me influenciam de certa forma como Tiefschwarz, Boris Brejcha, Gui Boratto, Daft Punk, Steve Angello, Carl Cox e por aih vai..

6- (CP) Já aconteceu algum fato surreal enquanto você tocava?

Bêbados sempre rendem histórias surreais. Gente sem noção que vem pedir músicas nada a ver com o contexto também eh inacreditável. Mas acho que a coisa mais louca foi tocar em 2006 para 100 mil pessoas no Centro Cívico em Curitiba.

7- (CP) Deixe um recado pra galera que aconpanha o Blog CruvianaPress

Esse blog eh otimo, já estah nos favoritos do meu browser. Façam o mesmo e seja curioso sempre. Um abraço!

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