Novos compostos oferecem alternativas para combater a malária

Parasita que causa a doença já desenvolveu resistência a medicamentos usados nas últimas décadas

 A malária é uma doença infecciosa transmitida pela picada do mosquito do gênero Anopheles

A malária é uma doença infecciosa transmitida pela picada do mosquito do gênero Anopheles (Thinkstock)

Uma equipe de cientistas identificou mais de 30 compostos com efeitos promissores contra múltiplas cepas do parasita que causa a malária, segundo artigo publicado nesta quinta-feira na revista Science. Um aspecto importante desta pesquisa é que os parasitas provavelmente têm opções limitadas para desenvolver sua resistência a estes compostos.

Entre os compostos usados para combater o parasita estão a cloroquina e a artemisina, mas já existem cepas do parasita que desenvolveram resistência a estes medicamentos, usados há décadas. Jing Iuane, do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Contagiosas, e seus colegas buscaram novos compostos contra a malária ou combinações deles que pudessem ser eficazes a longo prazo.

Os pesquisadores empregaram um método de análise de alto rendimento nos testes de quase três mil compostos, cujo uso para humanos e animais está aprovado, e encontraram 32 compostos, altamente ativos, que inibem o crescimento de pelo menos 45 cepas diferentes de parasitas da malária no mundo todo.

Em seguida, os cientistas analisaram o genoma de 61 cepas do parasita e determinaram que as muitas diferenças em suas respostas aos compostos estão relacionadas com apenas três genes. De acordo com o artigo, estas descobertas oferecem esperanças de tratamento contra os parasitas resistentes aos medicamentos utilizados até agora contra a malária.

Malária — A malária é uma doença causada por um parasita do gênero Plasmodium, transmitida pela picada de mosquitos infectados. Apenas o gênero Anopheles do mosquito transmite a malária, que registra mais de 210 milhões de casos anualmente no mundo todo. Os sintomas da malária incluem febre, vômito e dor de cabeça. A forma clássica de manifestação é febre alta, suor e calafrios que aparecem de 10 a 15 dias depois da picada do mosquito.

Segundo o relatório regional mais recente da Organização Pan-Americana da Saúde, em 2008 foram contabilizados na região 560.298 casos de malária, 30% menos dos notificados pelos estados-membros em 2007. A partir de 2005 foi registrada na região uma grande queda na transmissão da doença.

(Com Agência EFE)

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